No passado
dia 5 Março, o GJS e o JOSV uniram-se para uma nova actividade organizada a
nível do distrito de Setúbal: a Via Sacra jovem. Esta realizou-se na Quinta do
Álamo, no Seixal, às 21h30.
Este momento
foi organizado pela SDPJ que é um grupo de jovens diocesanos, que entre
inúmeras tarefas, preparam actividades a nível de toda a diocese.
Estavam
representadas diversas paróquias (Feijó, Monte da Caparica e, claro, a Amora,
entre outras). A Via sacra foi dirigida por um padre convidado, sendo que nós,
jovens, participávamos em cada momento desta actividade.
A Via Sacra
é o caminho percorrido por Jesus, desde que foi condenado à morte até ser
sepultado é, então, constituída por 14 estações que são:
1ºestação:
Jesus é condenado à morte
2ªestação:
Jesus toma a cruz aos ombros
3ªestação:
Jesus cai pela primeira vez
4ªestação:
Jesus encontra a sua mãe
5ªestação:
Jesus é ajudado por Simão de Cirene
6ªestação:
Verónica enxuga o rosto de Jesus
7ªestação:
Jesus cai pela segunda vez
8ªestação:
Jesus encontra as mulheres de Jerusalém
9ªestação:
Jesus cai pela terceira vez
10ªestação:
Jesus é despojado das suas vestes
11ªestação:
Jesus é pregado na cruz
12ªestação:
Jesus morre na cruz
13ªestação:
Jesus é descido da cruz
14ªestação:
Jesus é sepultado.
Em cada estação
um jovem lia a passagem correspondente a esse momento, seguindo-se uma
meditação sobre o mesmo. No final da estação cantávamos um cântico.
Esta
actividade foi muito interessante, pois conseguimos conhecer e reencontrar
alguns jovens da diocese, sendo que participámos numa Via Sacra diferente que
nos ajudou a viver melhor esta Quaresma.
O encontro
iniciou com um tema que foi “ doação de órgãos”.
Começamos
por dar a nossa opinião, se concordávamos ou não e o porquê, discutindo sobre o
assunto. Após a conversa mandaram-nos formar grupos de 3 pessoas, deram-nos
alguns exemplos escritos de situações em que para salvar outras pessoas,
teríamos de dar uma parte dos nossos órgãos (que tínhamos de representar essa
situação). E depois de cada exemplo dávamos a nossa resposta (se concordávamos
ou não) e se coincidia com a opinião da Igreja. No fim, fizemos a nossa oração
final e cada um foi para sua casa.
No passado dia 19 de Fevereiro de 2010, o
grupo de jovens Scalabrinianos reuniu-se para falar das três práticas que
devemos ter em conta no tempo da Quaresma; a esmola, a oração e o jejum.
Juntamo-nos
em três grupos e cada um reflectiu sobre uma passagem da bíblia relacionada com
o significado das três práticas. Chegando à conclusão que a esmola é
manifestação do nosso coração para o próximo, que o jejum é a capacidade de
manter sob controlo as nossas paixões, os nossos sentimentos e até mesmo, os
nossos instintos e orar é entrar em comunhão com Deus, através da superação dos
nossos limites.
Também
reflectimos que estas três práticas não devem ser feitas por piedade mas sim
por justiça, isto é, a esmola deve ser dada sem ostentação, o jejum deve ser
feito sem aparência de abatimento e a oração deve ser verdadeira e feita no
refúgio do nosso quarto.
No
fim cada um de nós comprometeu-se a melhorar uma dessas três práticas durante
esta Quaresma.
Terminámos
esta reunião com a construção das recordações para o retiro dos jovens da
catequese.
Surgiu a
ideia de tentar implementar alguns debates com dia e hora marcado no nosso
blog, através do chat. Como tal vamos fazer esta experiência, no próximo domingo
às 21 horas. Tentem aparecer! Se resultar poderá ser engraçado.
1ª Debate
Ciência vs religião De facto não é com contas que se chega á
conclusão que Deus existe, mas sim estudando cada elemento da natureza e
descobrindo que mais algo existe.
No passado
dia 12 de Fevereiro o grupo assistiu ao filme “ Mandela - Luta pela Liberdade”
(“Goodbye Bafana”) devido ao 20º aniversário da libertação de Nelson Mandela
que se celebrou no dia 11 de Fevereiro. Apesar de ser quem guia a história, o
filme não é sobre Nelson Mandela, mas sim sobre o censor James Gregory, que
trabalhou na prisão onde Mandela se encontrava e de quem se aproximou. Devido a
ao contacto com Mandela, James Gregory sofreu uma grande mudança na sua vida.
A aproximação entre os dois dá-se realmente
quando Gregory lê a Carta Da Liberdade, elaborada pelo Congresso Nacional
Africano, censurada por ter sido acusada de ser uma lista de reformas
comunistas e que, na verdade, pedia o livre direito à educação, à saúde e
essencialmente à igualdade entre os povos. Gregory vê-se perante um dilema,
pois embora trabalhe para os que defendem o Apartheid, o que ele realmente quer
para a África do Sul é exactamente o que está naquela carta.
É um
filme que apela à reflexão sobre a igualdade entre todas as pessoas e às
diferenças que ainda existem no mundo.
Ao 5º dia do
mês de Fevereiro, o grupo de jovens Scalabrinianos reuniu-se para mais uma
sessão de habitual de partilha e convivência sobre um vasto conjunto de
aspectos em torno da fé cristã.
O tema inerente da noite em questão, debruçava-se
sob um excerto do Evangelho de S. Lucas (Lc 5,1-11) cuja leitura interior fora
acompanhada por um conjunto de questões que serviram de mote ao desenrolar da
posterior partilha que completaria a sessão. Carecendo de interpretação, a
situação descrita no texto possibilitou um transporte para a realidade actual dos
fiéis presentes no grupo reunido. A questão fulcral partiu de cada um de nós
sendo o momento propício à reflexão interior e para a descrição da diferença
entre ser ou não cristão.
Não obstante à mensagem transmitida pelo
texto, é fundamental referir o destaque para a importância da vocação
individual que se generaliza à razão pela qual, a Pessoa em sentido próprio
desempenha ou não determinada função, desta feita o chamamento de Cristo
adquire variadas funções possíveis à capacidade de responder aos ensinamentos a
respeito de Cristo.
Assim, o caminho a percorrer tem início e
complemento através dos sacramentos e consolidação pela Eucaristia uma vez que
se destina à alimentação espiritual que, no fundo é aquilo que une os fiéis à
prática católica.
Afinal, o
mais importante é aquilo que não se vê, visto que não preciso ver Jesus para
saber que está comigo, basta confiar e seguir o caminho que a cada momento nos
é definido por si mesmo.
Em jeito de conclusão, tal como no excerto
acima referido, Jesus havia dito a Simão “Não temas. Daqui em diante serás
pescador de homens”, naquela noite, dissemos para nós próprios que não
temêssemos a Deus, a luz interna que todos temos serve como um guia completo ao
desenrolar da actividade de “pescar os Homens”.
O encontro deu inicio com um jogo que
consistia em o grupo fazer uma roda, fechar os olhos e dar a mão a um dos
parceiros da roda (sem ser o parceiro do lado), isto tudo com o objectivo de
conseguir “desatar o nó” que demos sem sequer largar a mão do devido parceiro a
quem a demos.
Ao principio
instalou-se a confusão… mas por fim conseguimos cumprir com o objectivo.
A 2ª parte da
reunião consistiu em formarmos grupos de dois com o parceiro do lado e
respondermos a perguntas que o Sérgio nos colocou e apresenta-la ao grupo.
Por fim
fizemos a nossa oração final e cada um foi para a sua casa!
Foi no passado dia 2 de Fevereiro de 2010
que recebemos noticias do nosso grande amigo Ahui.
Ele está numa missão em Nampula desde
Novembro de 2009 e apenas agora conseguiu mandar-nos um mail com novidades.
Assim, deixamos aqui o mail que nos
deixou a todos contentes pelo nosso amigo Ahui.
Caros
amigos,
Há quase dois meses que estou em
Moçambique. Os dias em Portugal foram um verdadeiro momento de graça na minha
vida. A língua portuguesa abriu-me um mundo que não teria imaginado e sobretudo
permitiu-me conhecer e comunicar-me com pessoas tão especiais como vocês. Aqui
em Moçambique tudo é diferente. Um povo muito vivo e alegre, cheio de esperanças
que não sempre podem alcançar, um pais com muitas potencialidades, mas cheio de
pobreza.
A Igreja
aqui é minoritária, só 30 % da povoação é católica; mesmo assim é uma Igreja viva baseada nas pequenas comunidades e nos ministérios. Cada comunidade tem um ancião que tem a tarefa de guiar e presidir a sua comunidade já que o Padre não consegue celebrar missa em todas as comunidades. Algumas paróquias aqui têm mais de 100 comunidades e só tem um padre. Nesta parte de Moçambique também há muitas
vocações e este ano o seminário diocesano não aceitou todos os candidatos por
falta de espaço. Eu estive a viver no Paço Episcopal por quase um mês e depois
fui morar, junto com um padre, na nossa casa que ainda não esta terminada. Os
primeiros dias foram muito chatos, cheios de mosquitos e com um calor
insuportável. Quando chegamos na nossa casa só tínhamos as camas, mas devagar
estamos criando as condições necessárias para poder viver com um pouco de
decoro.
Os meus irmãos confiaram-me a
economia da nossa residência e por causa disso tenho de lutar com a burocracia
moçambicana e também
providênciar tudo o que for preciso para a casa. Graças a Deus estou a me
habituar ao clima e também à realidade tão diferente que aqui vivemos. As vezes
sentimos a vulnerabilidade do estrangeiro porque ainda não conhecemos bem a
realidade e as vezes somos em um certo modo discriminados, por exemplo, no
mercado como somos estrangeiros aumentam os preços das coisas e tentam nos
vender coisas de baixa qualidade por um preço caro. Não obstante temos alguns amigos
que estão a nos ajudar e a quem podemos perguntar onde é melhor ir comprar,
etc. Peço-vos desculpa se não escrevo frequentemente, mas nos não temos internet
em casa e não sempre é fácil ir à cidade onde alem de o internet ser lentíssimo
(uma vez em meia ora só consegui ler 3 mensagens) as vezes não há electricidade.
Mas estão presentes nas minhas orações e também no meu coração.
Na passada
sexta-feira, dia 22 de Janeiro, tivemos como convidado o Padre Rui, que já
esteve na nossa paróquia, estando neste momento em Itália. Com a sua vinda a
Portugal aproveitou para nos fazer uma visita.
O Padre deu a
conhecer um pouco de si e da sua vida, e também do seu trabalho como Padre scalabriniano.
Por sua vez, os elementos do grupo também se apresentaram, falando um pouco
sobre o nosso desempenho enquanto jovens scalabrinianos e consecutivamente o
nosso envolvimento com a comunidade da Amora, actividades etc.
Foram focados vários temas, durante o
testemunho do Padre Rui ao qual o grupo escutou atento, surgindo então algumas
questões e curiosidades que lhe foram colocadas, tornando a reunião mais interessante.
Foram nos dados também algumas “dicas” e conselhos para nossa vida e para a
nossa caminha de fé.
Foi uma
reunião muito interessante, pois cada um pode reflectir sobre as palavras do
Padre Rui, e é sempre enriquecedor, novos testemunhos e diferentes vivências
para o grupo.
Desde já um
agradecimento ao padre Rui por ter disponibilizado um pouco do seu tempo.
Nesta
reunião, o tema principal baseou-se nas questões do grupo em relação à sua fé e
que gostavam de ver discutidas e se possível clarificadas na reunião posterior,
na qual está prevista a presença dum "convidado mistério". Para além
disso, aproveitou-se a reunião para um esclarecimento geral do que é a fé, a importância
de ir à missa e as diversas formas de a encarar, assim como o que significa
falar com Deus e a importância de diariamente termos um momento de conversa com
Ele, encarnação versus ressurreição, entre outros temas gerais, que foram
conduzidos pela experiência e crenças tanto dos animadores como do grupo.
No passado dia 08/01/2010, a primeira reunião do ano,
foi dedicada ao balanço de 2009, em termos pessoais e principalmente no âmbito
do grupo jovens scalabrinianos, mas também fizemos as nossas previsões para o
ano que se avizinha.
No balanço de 2009, o grupo respondeu a várias
questões, como por exemplo, momento mais marcante, reunião que mais gostámos,
entre outras. Com isto chegámos à conclusão que as actividades que mais
gostámos de fazer com o grupo foram: a visita às irmãs de caridade em Setúbal,
o retiro de Advento, o A3 jovem, o Banco Alimentar e por fim o Pic-Nic. Estas
actividades e a peregrinação jovem a Sintra marcaram o grupo pela positiva.
Uma das actividades que o grupo menos gostou foi a ida
ao cinema, porque embora a actividade fosse boa, o filme não foi muito bem
escolhido. A missa no lar de idosos na Quinta da Princesa e a reunião dedicada
à adoração também foram das actividades que o grupo menos gostou.
A reunião que os jovens scalabrinianos acharam mais
marcante foi a do testemunho das irmãs scalabrinianas.
Em relação ao ano de 2010, o grupo de jovens referiu
que adorava repetir algumas das actividades que mais gostou, nomeadamente a
visita às irmãs e a colónia de férias que se realiza no verão e tem a
participação do grupo de jovens. Uma das actividades que o grupo gostaria de
fazer era visitar o armazém do banco alimentar, pois queríamos saber como se
faz a recolha dos alimentos e a sua respectiva distribuição.
Um dos grandes desejos para 2010 é que o nosso grupo
aumente e seja mais unido para ajudar a ultrapassar as dificuldades de cada um.
Esta reunião foi muito positiva para o nosso
crescimento em grupo, pois permitiu-nos reflectir sobre as nossas actividades e
objectivos, tendo nos ajudado na partilha em grupo.
Aconteceu no
dia 19 e 20 de Dezembro de 2009, no seminário Scalabrini, o retiro de advento
do GJS em conjunto com o JOSV que contou com a presença do padre Antonio Grasso.
A sua presença foi bastante importante porque, para além de ser um amigo que
todos gostamos de rever, veio-nos ajudar a reflectir sobre o advento, dando-nos
uma formação intitulada “A Encarnação como um grande acto de comunhão”.
O dia de
sábado começou com um olhar global sobre o tema. “O que é que representava o
Natal?” foi a pergunta a que tentámos responder. O grupo foi dividido em dois
grupos tendo o JOSV analisado e interpretado um texto do Evangelho segundo São
João (1,1-18), enquanto nós (GJS) ficámos a reflectir sobre as nossas
qualidades e sobre as qualidades que vemos nos outros que pensamos que nos
poderiam ser benéficas. No fim, e depois de alguma troca de ideias, chegámos à
conclusão que nos completávamos sendo que alguns tinham as qualidades que os
outros necessitavam. Isto mostrou-nos a importância do grupo e o seu principal
contributo para a nossa vida.
Depois da
troca de conclusões a que ambos os grupos chegaram voltámos ao tema inicial.
Nele o padre Antonio mostrou-nos que o Natal podia ser visto como a maior prova
de amor dada por Deus à humanidade. O momento em que Deus deixou de ser
Deus-como-Deus e passou a ser Deus-como-nós, no fundo a encarnação em Jesus.
Deus não teria feito isto por necessidade, como os pais não necessitam de ter
filhos mas fazem-no por amor.
Depois desta
reflexão importante tivemos um momento de silêncio onde fomos uns minutos para
a capela onde cada um de nós meditou sobre o que foi falado de manhã.
Seguiu-se o almoço
e da parte da tarde voltámos a dividir-nos. Nesta altura voltámo-nos mais para
o exemplo concreto das nossas vidas e para as palavras do Beato João Batista
Scalabrini. Lemos um texto dele em que fala de migrantes que viu partirem de
Itália e dos seus sentimentos na altura. A partir desse texto discutimos como é
que o nosso grupo podia responder às necessidades da sociedade e o que devíamos
fazer para seguir o carisma scalabriniano - “ver, envolver-se e agir”.
A seguir a
este momento voltámos a dirigir-nos para a capela onde tivemos alguns momentos
de adoração. Seguiu-se o jantar, onde saímos do seminário para ir a um
restaurante chinês.
De volta ao seminário, o padre Antonio falou-nos um pouco
de como é a caminhada dos jovens scalabrinianos presentes nos restantes pontos
da Europa. Acabámos a noite numa oração em que partilhámos os momentos mais
importantes do retiro.
No domingo e depois da oração e pequeno-almoço,
dirigimo-nos para a igreja onde assistimos à missa presidida pelo padre
Antonio. O retiro terminou com um almoço no seminário.
Para
comemorar o Natal e aproveitar uma altura anterior ao mesmo onde a maior parte
do grupo pode participar, no dia 19 de Dezembro de 2009 realizou-se o Jantar de
Natal do grupo, com a participação dum convidado muito especial e um grande
amigo do grupo, o Pe. António.
Para além do
previsto jantar, foram realizadas actividades de entretenimento e convívio que
ensinaram e uniram o grupo na presença de Deus. Desde já um agradecimento ao
Pe. Leo pelo tempo disponibilizado para ensinar algumas músicas e ao Pe.
António por as acompanhar com a guitarra.
Em termos
gerais, esta actividade teve uma participação razoável por parte do grupo,
tendo corrido dentro do normal, com os normais imprevistos.
Por fim, um
agradecimento final ao Pe. António pela sua participação neste evento.