No passado
dia 2 de Abril, Sexta-feira Santa, a nossa habitual reunião foi diferente, pois
fomos convidados a participar na encenação da Via Sacra na Igreja João Baptista
Scalabrini.
Já não é o
primeiro ano que se realiza nesta sexta-feira tão especial para nós cristãos,
nesta igreja, a representação da Via Sacra, em que os jovens têm um papel
activo e muito importante. Assim, esta é representada através de mímica e todas
as estações são lidas e meditadas, sendo também intercaladas com cânticos.
Esta forma
de viver a Via Sacra e celebrar a Páscoa é muito interessante, visto que é
diferente da Via Sacra que participámos anteriormente, sendo que nos identificamos
mais com esta forma de encenação.
Na passada
sexta-feira dia 26 de Março, o nosso encontro semanal ocorreu de um modo
particularmente diferente… A Raquel Lourenço e a Inês Ferreira (membros do
nosso grupo), tiveram ao seu cargo animar a reunião desta semana.
No inicio,
dividiram-nos em dois grupos e vendaram os olhos a todos os elementos do grupo
menos ao que conduzia cada grupo. Entretanto tinham preparado uma pista de
obstáculos pelos corredores da Igreja Beato João Baptista Scalabrini que nos
levaria a uma sala. Após terem os dois grupos ultrapassado estes obstáculos,
elas explicaram-nos o porque desta ideia para uma reunião do nosso grupo.
A ideia
que elas transmitiram era que sendo nós um grupo de jovens crentes em Cristo e
sendo tão recente, teríamos e temos que estar o mais unidos possível para que
este grupo vá avante e cresça na fé e não fique apenas como uma planta que
morreu por não ser regada.
Nesta reunião tivemos a presença de um
convidado especial, o Padre Corrado. Ordenado em 2006, é italiano e actualmente
está em Roma a formar-se para ser formador de seminaristas.
O tema da reunião teve como base
reflectirmos sobre o espírito do grupo e o interior de cada um de nós.
Ficam algumas das ideias a reter:
A nossa
formação depende do serviço que prestamos, da nossa vocação e da experiência de
vida.
Não devemos
perder a nossa identidade de cristãos, pois não basta sermos cristãos só no
grupo e dentro da Igreja.
Devemos
desejar uma vida com sentido e com escolhas. Em que devemos ter consciência da
motivação das nossas acções.
A aparência
do grupo não é suficiente, é necessário pensar, rezar, trocar ideias, avaliar e
conversar.
Nunca nos
esquecermos de quem queremos ser.
Por fim, uma frase do Padre Corrado:
“Ser scalabriniano é sobretudo ser
pessoas atentas. Atentas às diferenças dos outros, mas vendo-as como uma
riqueza e não um perigo.”
Um grupo de jovens decidiu por mãos à
obra e criou um espaço virtual que pretende “juntar o maior número de jovens
para acompanhar o Santo Padre desde Lisboa até Fátima e propor-lhes um
programa de três dias inesquecível!” Na página de apresentação, um dos
elementos da equipa Pedro Rocha e Melo, afirma que o objectivo passa por
“mostrar o apoio ao Papa nesta sua exigente missão de conduzir a Igreja e
dizer-lhe que estamos sempre com ele, presentes através da oração e sendo uma
parte vibrante de uma Igreja viva e jovem”.
Com um ambiente bastante cuidado e
sóbrio, na página principal, temos acesso a todas as opções que se encontram
disponíveis para nos proporcionar uma navegação virtual muito bem sucedida.
Na opção “organização”, encontramos
alguns dos principais passos que foram dados para que este projecto visse a
luz do dia. A título de exemplo, ficamos a saber que um conjunto de
organizações se uniu em torno desta ideia, nomeadamente, o movimento
apostólico de Schoenstatt, a Companhia de Jesus, as equipas de jovens de
Nossa Senhora e serviço diocesano da pastoral universitária de Lisboa.
Caso pretenda saber qual o programa
para os 3 dias em que Bento XVI se encontra entre nós e que são alvo da acção
deste grupo, basta clicar em “programa”.
No item “multimédia”, podemos ler,
ouvir e descarregar o hino criado para o efeito, intitulado “Eu acredito”,
com letra do Pe. José Miguel Pereira e Maria Durão, e música de Carlos Garcia
e Luís Roquette.
Depois de estudar e analisar
adequadamente todo este enorme projecto de participação na visita apostólica
do Papa ao nosso país, e concluir que faz todo o sentido aderir activamente,
então clique em “inscrição” e aí pode escolher qual a opção mediante a sua
disponibilidade e realizar a inscrição individual e/ou de grupo.
Um espaço que merece a atenção de
todos, é o “documentos”, onde aí encontramos a carta enviada pelos jovens
portugueses ao Papa, a nota Pastoral do Conselho Permanente da Conferência
Episcopal Portuguesa, um segundo documento dos Bispos portugueses sobre a
viagem do Papa a Portugal e ainda a Mensagem do Papa para o Dia Mundial da
Juventude.” (…)
No dia 14
de Março, Domingo, fomos visitar as irmãs de caridade a Setúbal. Encontramo-nos
todos na estação de comboio da amora as 2 e 30 e partimos rumo a Setúbal. Fomos
cerca de 12 jovens e a viagem demorou cerca de 1 hora. Chegados a Setúbal ainda
tivemos de andar cerca de meia hora até chegar às irmãs.
Quando
chegamos fomos recebidos com alegria, como é hábito. Também lá estavam os
escuteiros de Pinhal Frades o que tornou tudo ainda muito mais divertido. No
tempo que lá estivemos, fizemos alguns jogos com as meninas. Começamos com o
jogo da Barra, dançamos e jogámos às escondidas, o que foi bem divertido e toda
a gente participou. Ate as crianças com deficiência que lá vivem estiveram a apanhar
solzinho e ar no pátio. Como o tempo passa bem depressa, logo chegou a hora do
lanche. Como é nossa prática levamos o lanche para partilhar. Desde sumos,
sandes, bolos, ou melhor doçuras para alegrar um bocadinho mais as meninas. Arrumamos
as coisas na cozinha para não ficar nada desarrumado e logo chegou a hora de
nos virmos embora.
Caminhamos
até a estação de comboios de Setúbal e voltamos para Cruz de Pau, onde chegamos
todos com a missão cumprida. Tudo isto numa “aventura” sem os mais velhos do
grupo, uma aventura que correu super bem e toda a gente se divertiu.
No passado dia 12 de Março, realizou-se mais uma
reunião do nosso grupo. Desta vez, apenas fizemos um jogo, em que estávamos em
grupos de 3, sendo que cada elemento do grupo estaria “preso”/”amarrado” ao
companheiro do lado. O objectivo era chegar ao final de um percurso de
obstáculos, sem ir contra estes, mas os movimentos estavam condicionados,
porque uma pessoa estava de olhos vendados, uma só podia fazer sons e a outra
apenas comunicaria por gestos. Ganhou o grupo que fez o percurso em menos tempo.
Este jogo teve como principal objectivo promover a
confiança entre o grupo e mostrar que se nos ajudarmos, conseguimos fazer as
coisas difíceis parecerem mais fáceis, mesmo que haja algumas falhas
condicionantes, por exemplo, não ver.
No passado
dia 5 Março, o GJS e o JOSV uniram-se para uma nova actividade organizada a
nível do distrito de Setúbal: a Via Sacra jovem. Esta realizou-se na Quinta do
Álamo, no Seixal, às 21h30.
Este momento
foi organizado pela SDPJ que é um grupo de jovens diocesanos, que entre
inúmeras tarefas, preparam actividades a nível de toda a diocese.
Estavam
representadas diversas paróquias (Feijó, Monte da Caparica e, claro, a Amora,
entre outras). A Via sacra foi dirigida por um padre convidado, sendo que nós,
jovens, participávamos em cada momento desta actividade.
A Via Sacra
é o caminho percorrido por Jesus, desde que foi condenado à morte até ser
sepultado é, então, constituída por 14 estações que são:
1ºestação:
Jesus é condenado à morte
2ªestação:
Jesus toma a cruz aos ombros
3ªestação:
Jesus cai pela primeira vez
4ªestação:
Jesus encontra a sua mãe
5ªestação:
Jesus é ajudado por Simão de Cirene
6ªestação:
Verónica enxuga o rosto de Jesus
7ªestação:
Jesus cai pela segunda vez
8ªestação:
Jesus encontra as mulheres de Jerusalém
9ªestação:
Jesus cai pela terceira vez
10ªestação:
Jesus é despojado das suas vestes
11ªestação:
Jesus é pregado na cruz
12ªestação:
Jesus morre na cruz
13ªestação:
Jesus é descido da cruz
14ªestação:
Jesus é sepultado.
Em cada estação
um jovem lia a passagem correspondente a esse momento, seguindo-se uma
meditação sobre o mesmo. No final da estação cantávamos um cântico.
Esta
actividade foi muito interessante, pois conseguimos conhecer e reencontrar
alguns jovens da diocese, sendo que participámos numa Via Sacra diferente que
nos ajudou a viver melhor esta Quaresma.
O encontro
iniciou com um tema que foi “ doação de órgãos”.
Começamos
por dar a nossa opinião, se concordávamos ou não e o porquê, discutindo sobre o
assunto. Após a conversa mandaram-nos formar grupos de 3 pessoas, deram-nos
alguns exemplos escritos de situações em que para salvar outras pessoas,
teríamos de dar uma parte dos nossos órgãos (que tínhamos de representar essa
situação). E depois de cada exemplo dávamos a nossa resposta (se concordávamos
ou não) e se coincidia com a opinião da Igreja. No fim, fizemos a nossa oração
final e cada um foi para sua casa.
No passado dia 19 de Fevereiro de 2010, o
grupo de jovens Scalabrinianos reuniu-se para falar das três práticas que
devemos ter em conta no tempo da Quaresma; a esmola, a oração e o jejum.
Juntamo-nos
em três grupos e cada um reflectiu sobre uma passagem da bíblia relacionada com
o significado das três práticas. Chegando à conclusão que a esmola é
manifestação do nosso coração para o próximo, que o jejum é a capacidade de
manter sob controlo as nossas paixões, os nossos sentimentos e até mesmo, os
nossos instintos e orar é entrar em comunhão com Deus, através da superação dos
nossos limites.
Também
reflectimos que estas três práticas não devem ser feitas por piedade mas sim
por justiça, isto é, a esmola deve ser dada sem ostentação, o jejum deve ser
feito sem aparência de abatimento e a oração deve ser verdadeira e feita no
refúgio do nosso quarto.
No
fim cada um de nós comprometeu-se a melhorar uma dessas três práticas durante
esta Quaresma.
Terminámos
esta reunião com a construção das recordações para o retiro dos jovens da
catequese.
Surgiu a
ideia de tentar implementar alguns debates com dia e hora marcado no nosso
blog, através do chat. Como tal vamos fazer esta experiência, no próximo domingo
às 21 horas. Tentem aparecer! Se resultar poderá ser engraçado.
1ª Debate
Ciência vs religião De facto não é com contas que se chega á
conclusão que Deus existe, mas sim estudando cada elemento da natureza e
descobrindo que mais algo existe.
No passado
dia 12 de Fevereiro o grupo assistiu ao filme “ Mandela - Luta pela Liberdade”
(“Goodbye Bafana”) devido ao 20º aniversário da libertação de Nelson Mandela
que se celebrou no dia 11 de Fevereiro. Apesar de ser quem guia a história, o
filme não é sobre Nelson Mandela, mas sim sobre o censor James Gregory, que
trabalhou na prisão onde Mandela se encontrava e de quem se aproximou. Devido a
ao contacto com Mandela, James Gregory sofreu uma grande mudança na sua vida.
A aproximação entre os dois dá-se realmente
quando Gregory lê a Carta Da Liberdade, elaborada pelo Congresso Nacional
Africano, censurada por ter sido acusada de ser uma lista de reformas
comunistas e que, na verdade, pedia o livre direito à educação, à saúde e
essencialmente à igualdade entre os povos. Gregory vê-se perante um dilema,
pois embora trabalhe para os que defendem o Apartheid, o que ele realmente quer
para a África do Sul é exactamente o que está naquela carta.
É um
filme que apela à reflexão sobre a igualdade entre todas as pessoas e às
diferenças que ainda existem no mundo.
Ao 5º dia do
mês de Fevereiro, o grupo de jovens Scalabrinianos reuniu-se para mais uma
sessão de habitual de partilha e convivência sobre um vasto conjunto de
aspectos em torno da fé cristã.
O tema inerente da noite em questão, debruçava-se
sob um excerto do Evangelho de S. Lucas (Lc 5,1-11) cuja leitura interior fora
acompanhada por um conjunto de questões que serviram de mote ao desenrolar da
posterior partilha que completaria a sessão. Carecendo de interpretação, a
situação descrita no texto possibilitou um transporte para a realidade actual dos
fiéis presentes no grupo reunido. A questão fulcral partiu de cada um de nós
sendo o momento propício à reflexão interior e para a descrição da diferença
entre ser ou não cristão.
Não obstante à mensagem transmitida pelo
texto, é fundamental referir o destaque para a importância da vocação
individual que se generaliza à razão pela qual, a Pessoa em sentido próprio
desempenha ou não determinada função, desta feita o chamamento de Cristo
adquire variadas funções possíveis à capacidade de responder aos ensinamentos a
respeito de Cristo.
Assim, o caminho a percorrer tem início e
complemento através dos sacramentos e consolidação pela Eucaristia uma vez que
se destina à alimentação espiritual que, no fundo é aquilo que une os fiéis à
prática católica.
Afinal, o
mais importante é aquilo que não se vê, visto que não preciso ver Jesus para
saber que está comigo, basta confiar e seguir o caminho que a cada momento nos
é definido por si mesmo.
Em jeito de conclusão, tal como no excerto
acima referido, Jesus havia dito a Simão “Não temas. Daqui em diante serás
pescador de homens”, naquela noite, dissemos para nós próprios que não
temêssemos a Deus, a luz interna que todos temos serve como um guia completo ao
desenrolar da actividade de “pescar os Homens”.